Paulo Kazaks, o diretor corporativo que largou tudo para investir em cosméticos

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Paulo Kazaks, fundador e CEO da empresa Sweet Hair Professional, concedeu entrevista ao Marcados pelo Sucesso e contou um pouco de sua trajetória como empreendedor. De vendedor de som de carro, na Galeria Pajé, em São Paulo. Aos 19 anos, abriu sua primeira empresa de consultoria e estratégia em vendas. Kazaks, no entanto, recebeu o convite para fazer parte do time do Grupo Richmond e, depois, passou a ingressar a Monblant como diretor corporativo. Com o aprendizado colhido, fundou, então, a Sweet Hair, presente em mais de 60 países.

Você começou a trabalhar com 12 anos. Fazia o quê? Conte um pouquinho dessa fase da sua vida.

Eu venho de uma família nobre da qual tenho orgulho. Quando tinha 10 anos de idade meu pai faleceu, perdemos tudo o que tínhamos e foi o momento de se reinventar. Viemos morar de favor na casa dos meus avós no Tatuapé, zona leste de São Paulo. Comecei a trabalhar com 12 anos de idade na Galeria Pajé vendendo som de carro. Dali virei estoquista no shopping metrô Tatuapé e avancei como vendedor. Com 16 anos de idade descobri que o sucesso estava ligado a encontrar o seu dom. E percebi minhas qualidades, minha facilidade de comunicação e me encontrei como vendedor. Aos 19 anos de idade montei minha primeira empresa, de consultoria e estratégia em vendas. Com isso dei treinamentos para grandes empresas, uma delas foi a Bauducco. Tive oportunidade de fazer um trabalho dentro da Crawford e lá conheci uma pessoa que me disse: “olha, sabia que tinha um cara igual você, que falava igual você, agia igual você e foi chamado para atuar em um grupo internacional?”. E aí eu disse: “Então isso vai acontecer de novo”. Depois de três meses Andreia Figueiredo testa de várias formas meu atendimento e sou convidado para entrar em uma das empresas do Grupo Richmond, segundo maior do mundo. Avanço daí para uma jornada na Mont Blanc, onde me tornei diretor corporativo. Criei um relacionamento com os maiores 800 empresários do país, onde aprendi muito e penso em montar minha empresa atual: Sweet Hair.

Uma aventura de amigos, não? Como e quando surgiu a oportunidade de criar a Sweet Hair Professional?

A Sweet nasceu de uma consultoria que fiz em uma empresa de cosmético e percebi que era um mercado de oportunidades de desenvolvimento no Brasil e no mundo. Entendi que fazer algo diferente me traria dois riscos: não ser compreendido ou fazer sucesso. E aí arriscamos, junto com amigos e família, começamos criando diferenciais para o mercado. Todos os envolvidos tinham experiências diferentes que se complementavam entre si e iniciamos em 25 de abril de 2011.

Hoje a empresa está presente em 63 países. Como aconteceu a internacionalização da marca?

Em 2012, quando a marca começa a dar sinais positivos no Brasil, começamos a nos experimentar no mercado internacional. O início foi na Espanha, onde minha irmã vive, fazendo uma pequena distribuição. Esse crescimento foi gradual, hoje fazemos 30 feiras internacionais por ano, em um crescimento constante e fazemos parte da Associação da Abihpec, somos reconhecidos pela organização em exportação. Estamos presentes nos cinco continentes do mundo, com escritórios em Madrid, Bologna e Miami.

Em 2016 vocês criaram um produto revolucionários: o The First. Qual tem sido a aceitação no mercado?

The First é o primeiro shampoo que alisa no mundo. Conseguimos revolucionar o alisamento e é um sucesso mundial e entramos para a história do cosmético. Já estamos na geração 2.0 dele, com melhorias que os consumidores pedem. O tempo de aplicação é a metade de um alisamento tradicional, totalmente seguro, livre de formol e parabenos, testado e aprovado.

O foco são as rainhas dos salões de beleza ou homem não precisa ficar enciumado?

O foco, sem dúvidas, é o salão. Somos especialistas em cuidar da beleza da mulher de ponta a ponta. Estamos iniciando um processo de cuidado e tratamento da beleza do homem. O shampoo que alisa, por exemplo, atinge cerca de 20% de homens nos salões. Hidratação, nutrição, entre outros tratamentos também são procurados. Mas temos projetos futuros de criar linhas específicas para barbearias.

O sistema de vendas de vocês mudou para o de marketing multinível. Quando vocês perceberam essa necessidade?

A Sweet é uma marca totalmente inovadora. E analisamos nosso sistema de vendas e vimos que precisava de mudanças para ampliação. Ainda mais em um momento como esse no Brasil onde as pessoas buscam empreender e queremos abrir espaço para novas pessoas. O nome mmn (marketing multinível) é estrutura de um plano de negócios de um trabalho coletivo para o trabalho ampliar e ramificar o que fazemos. Estamos estudando e aprimorando para atingir, de forma colaborativa, cada vez mais pessoas.

Qual a vantagem?

A grande vantagem dessa nova plataforma de negócios é que existe uma distribuição de valor por meritocracia, onde quem está embaixo tem oportunidade de ganhar mais, dentro do trabalho realizado. Há possibilidades de ganhar em um sistema semelhante a uma franquia. É uma forma de ampliação de estrutura de negócios para as pessoas envolvidas.

Como se tornar um vendedor?

A marca oferece treinamentos semanais e até diários por todo Brasil. Os nossos representantes da marca levam todo conceito para quem está chegando agora. Temos também treinamentos pelo Youtube no canal SweetLive. Em nosso site tem agenda dos cursos realizados, onde as pessoas através dos contatos são direcionadas para um atendimento personalizado.

E a crise?

Para nosso modelo de negócios a crise é uma oportunidade, as pessoas precisam de reinventar. Precisam compreender que estamos em uma transição de nova era no mercado e as pessoas dividem o tempo entre trabalho, estudos etc. Elas deixam de fazer um trabalho automático e com nosso plano de negócios podem gerir seu próprio trabalho, seu próprio tempo. Os colaboradores dentro da Sweet Hair são estimulados a várias funções diferentes para representar o empreendedorismo e achar soluções que agreguem valores pessoais e para o coletivo. O multinível fortalece esse aspecto, é uma grande escola de negócios e uma oportunidade de crescimento. As pessoas podem se tornar administradoras com a plataforma que estamos oferecendo.

Quais são os projetos de expansão em 2018?

Acreditamos na lei de plantio e colheita. Estamos plantando isso e esperamos colher esse ano bons resultados. Em abril, temos previsão de lançamentos importantes para o mercado. Também teremos eventos por todo Brasil para apresentar novas estratégias da marca.